dez 01

Runas — O Oráculo sagrado das Runas

História das Runas

No sen­ti­do históri­co mais esotéri­co, as runas rep­re­sen­tam uma tradição inin­ter­rup­ta: um “alfa­beto” usa­do pelos povos nórdi­cos des­de tem­pos anti­gos até o iní­cio do sécu­lo XX, em regiões remo­tas da Escan­d­inávia.

É impor­tante com­preen­der que as runas, emb­o­ra sejam um sis­tema de sím­bo­los uma “met­alin­guagem” não con­stituem uma lin­guagem no sen­ti­do habit­u­al.

Qual­quer lín­gua nat­ur­al ( como por­tuguês, rus­so, inglês) pode, teori­ca­mente, ser escri­ta em car­ac­teres rúni­cos, emb­o­ra, his­tori­ca­mente, as runas ten­ham sido empre­gadas fora do grupo lin­guís­ti­co ger­mâni­co e nun­ca foram usadas por celtas ou fin­lan­deses, por exem­p­lo.

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Runas ental­hadas em pedras.

Runas e o Futhark

A mais anti­ga tradição rúni­ca é a com­pos­ta de 24 peças, o Futhark Anti­go.

Esse sis­tema pode ter sido ini­ci­a­do em torno de 200 AEC, mas cer­ta­mente era usa­do no primeiro sécu­lo da Era Comum.

A inscrição mais anti­ga encon­tra­da até hoje é a do broche de Mel­dorf, que data de 50 EC.

Na Escan­d­inávia, esse sis­tema con­tin­u­ou a ser empre­ga­do mais ou menos até 800 EC, quan­do foi refor­ma­do sis­tem­ati­ca­mente e denom­i­na­do Futhark Novo, de dezes­seis peças. Den­tro da escala de tem­po do Futhark Anti­go ( que começa em 450 AEC ), foi desen­volvi­do um futhorc esten­di­do, com 28 peças nos ter­ritórios frí­sio e anglo-saxão.

Esse sis­tema con­tin­u­ou a ser expandi­do e rep­re­sen­ta­do ampla­mente em meios mais vari­a­dos (em man­u­scritos) até por vol­ta de 1050.

Den­tro da tradição for­mal do futhark de 24 peças, hou­ve ain­da uma tradição rúni­ca do sul da Ale­man­ha que flo­resceu nos sécu­los VI e VII da Era Comum, espe­cial­mente na Bavária, Alemâ­nia e Turín­gia.

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Runas Futhark

O jogo de Runas na história

Não exis­tem, nos reg­istros arque­ológi­cos, exem­p­los claros de runas ental­hadas com final­i­dade div­inatória, mas provavel­mente isso se deve ao fato de elas terem sido gravadas em mate­ri­ais perecíveis.

Out­ra pos­si­bil­i­dade é que fos­sem destruí­das rit­u­al­is­ti­ca­mente depois de usadas como parte de um pro­ced­i­men­to nor­mal. Out­ro fato sur­preen­dente é que não exis­tem refer­ên­cias dire­tos, não mitológ­i­cas, ao ato de se lançar runas na lit­er­atu­ra nórdi­ca anti­ga.

Ape­sar de tudo isso, é prati­ca­mente cer­to que a práti­ca era con­heci­da, dev­i­do a evidên­cias lin­guís­ti­cas e a relatos para­le­los em tex­tos históri­cos. As evidên­cias são de 2 tipos:

  • Palavras sobre instru­men­tos ou jogo de runas
  • Expressões que, orig­i­nal­mente, devem ter sido car­ac­ter­i­za­ções dos resul­ta­dos do jogo de runas
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Pedras ental­hadas

O local de jogar

Por motivos práti­cos, a maio­r­ia dos lança­men­tos é real­iza­da em ambi­entes inter­nos e famil­iares.

Para aumen­tar a eficá­cia do rit­u­al, os lança­men­tos devem ser real­iza­do no mes­mo local. Uma van­tagem do jogo, é que o vit­ki pode levar con­si­go o seu “local sagra­do” na for­ma de toal­ha bran­ca. No entan­to, para lança­men­tos muito impor­tantes, out­ros locais sagra­dos podem ser lev­a­dos em con­ta.

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Local Sagra­do para lança­men­to.

Os mais bené­fi­cos situ­am-se sob árvores sagradas — car­val­hos, faias, teixos, freixos — ou per­to de fontes nat­u­rais ou poços arti­fi­ci­ais, mais exata­mente ao sul deles.

O cume de mon­tan­has tam­bém é um bom lugar para se ler runas.

Ao ar livre, o runo­mante pode seguir com mais exatidão as recomen­dações da tradição anti­ga e olhar para o céu ao escol­her cada peça.

O poder rúni­co pode ser par­tic­u­lar­mente inten­so à noite, caso se con­tem­ple dire­ta­mente a Estrela do norte — o olho de Odin — ao se escol­her peças.

Tarô – A intro­dução gra­tui­ta

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